MVP — monitoramento funcional remoto em oncologia

A reserva funcional cai
antes da próxima consulta.

IRFO transforma três testes físicos validados e questionários clínicos em um sinal de alerta precoce, entregue diretamente à equipe assistencial — sem esperar o próximo retorno ao ambulatório.

piloto controlado aprovação ética em andamento não substitui avaliação clínica

Painel do profissional · leitura simulada ao vivo
Sentar-e-levantar
14.2s
Velocidade da marcha
0.91 m/s
Alerta gerado
Severidade média
variação vs. baseline · regra v1.2 · encaminhado à enfermeira responsável

O problema clínico

Entre uma visita e outra, a deterioração não avisa.

O status funcional é um dos critérios centrais para decisão de conduta antineoplásica — mas hoje só é observado presencialmente, em intervalos de semanas, quando muitas vezes já há perda relevante instalada.

Intervalo típico

3–4 semanas

entre ciclos de tratamento, sem contato funcional estruturado com a equipe.

Perfil de risco

60%+

dos pacientes oncológicos atendidos no Brasil têm 65 anos ou mais — o grupo mais vulnerável à perda funcional silenciosa.

Relevância clínica

ECOG / Karnofsky

o status funcional integra os critérios usados para indicar, ajustar ou suspender tratamento antineoplásico.

O produto

Três instrumentos, um sinal.

O MVP não tenta prever nem diagnosticar. Ele mede o que já é clinicamente reconhecido, com a frequência que a consulta presencial não permite, e avisa quando algo muda.

01

App do paciente

Testes guiados de sentar-e-levantar, velocidade da marcha e equilíbrio, além de questionários validados de dor, fadiga, capacidade funcional e qualidade de vida. Com modo cuidador/acompanhante para pacientes com baixa autonomia digital.

02

Motor de alertas

Regras clínicas determinísticas, versionadas e explicáveis — sem caixa-preta. Roda no backend, nunca no aparelho, com deduplicação e prazo de resposta definido por severidade.

03

Painel profissional

Carteira de pacientes, histórico e tendência por métrica, central de alertas com motivo, dado-fonte e regra aplicada. A plataforma registra a decisão — não decide pelo profissional.

Fluxo

Do lembrete à decisão clínica.

Jornada do paciente

01
Recebe lembretepush com fallback por SMS
02
Confirma condições de segurançachecagem antes de iniciar o teste físico
03
Responde questionários validadosrascunho salvo, envio explícito
04
Realiza teste guiadosozinho ou com apoio do acompanhante
05
Revisa e enviamedida bruta registrada com protocolo e versão
06
Recebe confirmaçãoe orientação de canal assistencial se houver sintoma de risco

Jornada do profissional

01
Acessa a carteiraapenas pacientes atribuídos, por instituição
02
Filtra pendências e alertasfila priorizada por severidade
03
Abre o alertavê motivo, tendência e valores atual/anterior/baseline
04
Revisa o dado-fonteregra e versão aplicada, sem caixa-preta
05
Reconhece, intervém ou escalaação exige ator, hora e nota
06
Registra a decisãoo alerta nunca é apagado, só resolvido

A plataforma não emite diagnóstico e não substitui avaliação clínica presencial.

Como está sendo construído

Todos os pontos de construção do MVP.

Cada bloco abaixo pode ser expandido. Nada aqui é decorativo — é o que efetivamente entra no backlog e no aceite de cada fase.

Engenharia

Arquitetura & stack

+

App do paciente em React Native (Expo) e portal profissional em Next.js, consumindo uma API autenticada sobre um backend com motor de regras server-side — nunca no aparelho, para garantir rastreabilidade e versionamento.

  • PostgreSQL com controle de acesso por linha (RLS), fila de notificações e serviço de auditoria.
  • Backup criptografado, monitoramento e ambientes segregados (dev / homologação / produção).
  • Perfis: paciente, profissional, coordenador clínico e administrador técnico — este último sem acesso a conteúdo clínico por padrão.
  • MFA obrigatório para profissionais, sessões curtas, revogação de sessão, sem contas compartilhadas.
Dados

Modelo de dados essencial

+

Medidas brutas e resultado derivado são sempre armazenados separadamente. Toda resposta, cálculo e alerta referencia a versão do protocolo/regra usada.

  • organizations, users, care_assignments — vínculo profissional–paciente por instituição.
  • consents — versão, aceite e revogação, separado do TCLE de pesquisa.
  • assessment_schedules / sessions — agenda e execução das avaliações.
  • questionnaire_answers, functional_measurements, baselines — dado bruto por instrumento e unidade.
  • rule_versions, alerts, alert_actions, audit_events — cada decisão rastreável a um ator, hora e versão.
Clínico

Motor de alertas

+

Regras configuráveis, aprovadas clinicamente e versionadas — nunca uma pontuação proprietária não validada.

GrupoGatilhoPrioridade
Segurançainterrupção/risco durante o testealta
Deterioração funcionalvariação relevante vs. baselinemédia/alta
Sintomasescore de questionário excede limiarmédia/alta
Adesãoavaliação vencida após tolerânciabaixa
Conformidade

Segurança, privacidade & LGPD

+
  • Coleta mínima necessária; identificadores diretos separados de dados de avaliação quando possível.
  • Criptografia em trânsito (TLS) e em repouso; segredos em cofre, nunca no app ou repositório.
  • RLS e checagem de vínculo profissional–paciente no backend, com testes específicos contra acesso cruzado.
  • Consentimento versionado; exportação, retificação e eliminação conforme base legal e retenção definida com o DPO.
  • Notificações sem conteúdo clínico sensível na tela bloqueada.
Regulatório

ANVISA & ética em pesquisa

+

O piloto roda como software de uso interno (in-house) em instituições parceiras — via de dispensa de registro na ANVISA para classes de risco I/II (RDC 657/2022), enquanto o produto não é comercializado.

  • Parecer regulatório formal define a classe de risco antes do início da construção.
  • Submissão a Comitê de Ética em Pesquisa (CEP/CONEP) via Plataforma Brasil, com TCLE de pesquisa distinto do consentimento de uso do app.
  • Registro ANVISA completo só é exigido se/quando o produto for distribuído comercialmente a múltiplas instituições.
Acessibilidade

Modo cuidador & canal SMS

+

Mais de 60% da população oncológica é idosa — acessibilidade é requisito do MVP, não funcionalidade futura.

  • Perfil de acompanhante vinculado por consentimento explícito do paciente.
  • Toda entrada identifica quem de fato registrou o dado — paciente ou acompanhante — preservando a integridade da medida.
  • Lembrete por SMS como alternativa ao push, que depende de app aberto e conectividade constante.
Planejamento

Backlog por fase

+
FaseEntregável verificável
0 · Descoberta e governançaprotocolo, matriz de risco, TCLE de pesquisa aprovados
1 · Fundação técnicaambientes, autenticação, modelo de dados, auditoria
2 · Núcleo do pacientecadastro, agenda, questionários, modo cuidador
3 · Avaliações funcionaistestes guiados e registro de medidas
4 · Painel profissionalcarteira, histórico, central de alertas
5 · Regras e notificaçõesalertas explicáveis, fila, SMS/push
6 · Segurança e qualidadetestes E2E, segurança, UAT clínico
7 · Piloto controladooperação assistida ≥8 semanas, relatório final
Risco

Registro de riscos (principais)

+
RiscoImpactoMitigação
Atraso no parecer CEP/CONEPaltosubmeter com protocolo em rascunho avançado, o quanto antes
ANVISA exigir registro completoaltoconfirmar rota in-house antes de M1
Baixa adesão em pacientes frágeisaltomodo cuidador desde o MVP, onboarding assistido
Alerta gerado sem resposta da equipemédioSLA por severidade e escalonamento automático

Planejamento

24 semanas, três trilhas, cinco marcos.

A trilha regulatória e ética corre em paralelo à construção desde a semana 1 — é ela, não a engenharia, que define o ritmo real do projeto. O piloto tem duração mínima de 8 semanas para gerar evidência que resista a escrutínio clínico.

SetS1 OutS5 NovS9 DezS13 JanS17 FevS21 S24
Regulatório e ético
Enquadramento ANVISA (SaMD)Sem 1–2
ANVISA
Submissão CEP/CONEPSem 2–9
Plataforma Brasil
M0 · parecer ético
Construção do produto
Fase 0 — Descoberta e governançaSem 1–3
Fase 0
M1 · protocolo/UX
Fase 1 — Fundação técnicaSem 3–5
Fase 1
Fase 2 — Núcleo do pacienteSem 4–8
Fase 2
Fase 3 — Avaliações funcionaisSem 6–10
Fase 3
Fase 4 — Painel profissionalSem 7–12
Fase 4
Fase 5 — Regras e notificaçõesSem 10–14
Fase 5
M2 · fluxo e2e
Fase 6 — Segurança e qualidadeSem 13–16
Fase 6
M3 · UAT/segurança
Piloto controlado
Fase 7 — Piloto controladoSem 17–24
Fase 7
M4 · relatório e go/no-go
Regulatório / ético Construção do produto Piloto controlado Marco
M0 · ~S9

Parecer do comitê de ética aprovado.

M1 · S3

Protocolo clínico e UX aprovados.

M2 · S14

Fluxo ponta a ponta em homologação.

M3 · S16

UAT clínico e segurança aprovados.

M4 · S24

Relatório final e decisão go/no-go.

Decisão

Critérios de sucesso definidos antes do piloto.

Fixados com o responsável clínico antes da primeira coleta, para evitar viés de confirmação na leitura dos resultados.

≥70%

Adesão

avaliações concluídas no prazo, medindo paciente e modo cuidador separadamente.

≥60%

Utilidade dos alertas

alertas revisados classificados como clinicamente acionáveis pela equipe.

Zero

Incidentes de segurança

acesso indevido a dado de paciente; backup restaurável testado com sucesso.

≥90%

SLA de revisão

alertas revisados dentro do prazo definido por severidade.